sábado, 14 de junho de 2008

Para quando um ídolo se for

Prepare bem o coração, pois você vai tremer,
Prepare bem sua mente, pois você não vai aceitar,
Por mais que fosse inevitável,
É sempre triste.

Como um samba fossa,
Como a dor da rejeição,
da perda, ou simplesmente como a dor.

Dor que acaba com qualquer esperança,
tristeza que abafa a marcação,
lágrimas que sujam a fantasia.

Morreu o grande Jamelão,
o Pedra Noventa se foi.
E o samba entristeceu mais um pouco.

Ele viveu feliz,
como um pinto no lixo.
Mas não estamos como um pinto no lixo,
Pois a verde e rosa,
o verde e amarelo,
o samba, a comunidade, o Brasil.

Estão de LUTO.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Sinopse da Beija Flor

Enredo: "No chuveiro da alegria quem banha o corpo, lava a alma na folia"

Carnavalescos: Comissão de Carnaval (Alexandre Louzada, Laíla, Fran-Sérgio e Bira)

Introdução

Nossa relação com a água remete a nossa própria existência, partindo do princípio que nos desenvolvemos em uma bolsa de água durante nove meses e a partir daí esta relação coexiste em nossas vidas: água para beber, para lavar, curar e purificar.

A cada época e lugar sentimos essa incontrolável necessidade de se relacionar com esse elemento da natureza. Nosso enredo é uma viagem pela relação entre a humanidade e a água. Mais do que um hábito de higiene, o banho reflete a história e o desenvolvimento cultural de um povo e suas crenças, a história do banho traça a trajetória da civilização.

Partimos de 3 mil anos atrás até a atualidade. Trazemos à tona esse longo banho, misturando as suas gotas, significados, símbolos e desejos, personagens anônimos e lendários que, através dos tempos, testemunharam as transformações ocorridas com esta prática e os rituais relativos à ela, bem como alguns aspectos imutáveis ao longo do tempo, que fazem do banho uma necessidade inquestionável e eterna.

É com a limpidez de espírito e com orgulho que a Beija-Flor de Nilópolis conta este enredo, lavada e perfumada, em seu momento de estrela, e vem banhar-se de alegria e beleza, agitando as águas da história e envolvendo a todos com uma suave espuma de prazer e felicidade.

Sinopse - "No chuveiro da alegria quem banha o corpo, lava a alma na folia".

Hoje o samba vem mergulhar de corpo e alma no azul cristalino das águas do tempo, abrindo as comportas da história, num rio mágico de fantasia que jorra m cores nesta folia, lavando as manchas do passado, passando a limpo a humanidade, dando um banho de alegria nesta maravilhosa cidade.

É o Beija-Flor que navega nas espumas flutuantes, atravessando eras, remando em asas, nas águas claras e fascinantes, da sua fértil imaginação. E inventa assim num céu para seu vôo encantado, no espelho mágico que reflete líquido, o néctar doce e puro de sua fonte de inspiração.

No borbulhar da história, faz emergir o limiar de um hábito, um milenar costume que o Egito nos ensinou, um misto de mito, rito e de prazer. Uma dádiva do Nilo, que ao banhar esse povo moreno, nos legou esse saber.

Saber quão salutar é esta prática, uma receita de bem viver, um instrumento de beleza. Segredo de uma mulher que se fez símbolo maior de realeza, a rainha do deserto, deusa a se banhar de leite e perfume de flor, com tempero de sedução, que balançou impérios e conquistou corações.

Vai atravessando a cortina de fumaça que transpõe o tempo e chega ao Oriente, de onde exala o aroma das ervas que inebria a alma de água e calor, desvenda essa nuvem que limpa o corpo e a mente, que transpira os males, que renova o vigor. Bruma de saúde a se espalhar em vapor, como sopro divino, vindo do Olímpo de Zeus, como presente de Grego que o Império Romano recebeu e que a ele deu ares de festa, erguendo palácios de luxúria e lazer.

Vai viajar no espaço dos séculos, de um povo a desfrutar desta alegria limpa e líquida, descobrindo as delícias da água e do prazer de se banhar. Segue a vastidão de um Império, se expadindo e fluindo até chegar o momento do ocaso desse reinado, como um rio que seca, o fim de um sonho dourado de ter o mundo conquistado.

Por ordem da cruz, em nome de Deus, o hábito é condenado. E o que outrora dava prazer, ora se torna pecado, e o suor é o que lava o "corpo fechado" da humanidade, que adentra na imunda "cidade das trevas", onde o banho é excomungado.

Na escuridão da noite eterna, vai enxugando a intolerância de um tempo que cobriu a sujeira em vestes brancas, na busca de um corpo puro, casto e imune, e vai testemunhar que da mesma cruz e espada que reprime, se ascende o lume de uma nova era a se despertar. É o tempo de se lançar às águas em grandes aventuras, rumo ao descobrimento, tempo de lavar a mente e iluminar a razão, de procurar um novo mundo e nele encontrar a pureza. E nos corpos nus, reaprender a lição; se despir dos valores e mergulhar sem medo no lago natural do conhecimento, num banho de civilização.

Faz transpirar no velho mundo, esta limpa liberdade nativa, como a força e a luz do Renascimento, já que a suja Europa busca na ciência a alternativa misturando óleos e essências, lançando perfume no ar, num banho de cheiro a disfarçar o asseio de uma imunda nobreza que, de cara branca, perucas, jóias e rendas, veste a hipocrisia em fantasia de limpeza.

Vem mostrar ao povo mal acostumado que os ?humores do corpo? decorrem do hábito abandonado, que assim disse um cientista que o micróbio mora ao lado daquilo que não é lavado, pois o que os olhos não exergam, um bom banho tira o "?mau olhado".

Traz à tona um novo tempo, tempos modernos de saúde e bem viver, onde o banho vira moda e a humanidade assim limpa e prosa, reinventa esse prazer. Quando o sabão se torna sabonete, perfume a alcance do povo, este povo que ao tempo que passa inventa mais um banho novo e segue cantando no chuveiro, dançando na chuva, dourando ao sol ou na fria luz da lua, de luxo sob as espumas, de lama e de loja, pura beleza, se amando de fato num banho de gato na mais louca safadeza.

E assim, entre pingos e gotas, jorros e ondas, seguimos na correnteza deste banho de alegria, que nos traz a certeza de quem banha o corpo, hoje também lava a alma nesta folia. O samba, que traz no seu batuque a africana magia, depois de dar um banho de história e cultura, vem se banhar em sua fé, e a Beija-Flor vem lavar a passarela nas cores de uma aquarela, saudando seus orixás e purificando toda cidade ao se banhar de axé.

Segmentação do enredo

1 - Egito - Origem ao banho

Os primeiros registros do ato de se banhar individualmente ocorreram por volta de 3.000 a.C, e pertencem ao antigo Egito. Os egípcios realizavam rituais sagrados na água e banhavam-se diariamente, dedicando os banhos a divindidades como Thot e Bes.

Thot era o Deus do conhecimento, da sabedoria, da escrita e da medicina, considerado a melhor divindade para cuidar das pessoas que se banhavam. Depois dele, vinha Bes, o deus da fertilidade e do casamento, que cuidava do parte e do banho das crianças e mulheres.

Mais do que limpar o corpo, os egípcios presumiam que a água purificava a alma, e esta crença era válida tanto para a realeza - cortejada com óleos aromáticos e massagens aplicadas pelos escravos, quanto para as populações mais pobres, que recorriam inclusive a profissionais de rua quando não conseguiam tratar da própria beleza. Os egípcios foram os inventores dos primeiros cosméticos.

2 - Termas - Luxúria líquida babilônia, turcos, grego e romanos

A Grécia foi um dos locais em que o banho prosperou, sendo possível encontrar bem preservados palácios de 1700 aC a 1200 aC que, mesmo nos dias atuais, surpreendem devido a avançadas técnicas de distribuição da água. Afirma-se que naquela época, os banquetes precisavam ser luxuosos e incluíam uma sessão de banho para os convidados.

Na Grécia, o banho também era uma extensão necessária da prática de ginástica, e comumente os gregos antigos invocavam a proteção de Hera, a mulher de Zeus (também conhecida como Deus Juno), durante o banho.

Os gregos tomavam banhos por prazer e para ter uma vida saudável, motivados pela higiene, espiritualidade e práticas desportivas, sendo que os médicos louvavam as virtudes ocasionadas em função dos diferentes tipos de banho, aconselhando o uso de óleos na água para untar o corpo antes de as pessoas se secarem.

Embora os gregos tenham iniciado a prática dos banhos públicos no Ocidente, os pioneiros nos balneários coletivos foram os babilônios.
Materiais saponificantes anteriores a 2800 aC foram encontrados em cilindros escavados nas ruínas da antiga Babilônia. As inscrições indicam que aquele material era utilizado para a limpeza dos cabelos e para auxiliar na confecção de penteados.

Por volta de 650 aC a cidade da Babilônia, na Mesopotâmia, tornou-se o centro de comercial de especiarias e perfumes de época.

Já no século II aC, os romanos construíram enormes complexos de banho para homens, sendo que os romanos foram o povo da Antiguidade que mais se importaram em transformar o banho num evento, construindo suntuosas termas públicas onde qualquer cidadão pudesse desfrutar dos prazeres proporcionados pelo banho. O banho referia-se à idéia de repouso e de convívio, pois era uma prática social e um ritual simbólico.

Os romanos herdaram muito da cultura grega, incluindo a adoração pelo banho. Porém, entre eles, esse hábito adquiriu proporções inéditas. As visitas diárias às termas tinham fundo religioso, visto que o banho público era um ato de adoração à deusa Minerva.

Os romanos consideravam Minerva, a deusa do comércio, da educação, e do vigor, especialmente bem dotada para cuidar do banho. Fortuna, a deusa do destino, também era representada nas casas de banho para proteger as pessoas quando estavam mais vulneráveis. Além disso, havia incontáveis ninfas e espíritos associados a fontes e poços locais, venerados como guardiões do banho.

E o costume não era restrito somente às classes mais abastadas: boêmios, prostitutas, imperadores, filósofos, políticos, velhos e crianças, todos se banhavam no mesmo espaço, sem constrangimento.

Os gregos e os romanos mantiveram o hábito de reunir-se em banhos públicos, que se tornaram em verdadeiros locais de discussões e decisões políticas e sociais. As termas eram um ponto de encontro e de troca de informações, que se tornaram símbolos de luxo e, muitas vezes, das decadências dos costumes.

Os romanos e os gregos - precursores de sistemas hidráulicos que canalizavam águas pluviais e fluviais, conduzindo-as para as residências e termas - fizeram do banho um ritual de luxo e influenciaram o mundo com suas criações de óleos, ungüentos e maneiras prazerosas de banhar-se.

Os árabes não só compreendiam e apreciavam os prazeres dos perfumes, mas também possuíam conhecimentos avançados de higiene e medicina. Muitos celebrados por suas maravilhosas descobertas, eles ofereceram à humanidade o primeiro alambique, e a partir desta invenção foi possível destilar as matérias-primas e preparar a primeira água de rosas do mundo, isolando o perfume de pétalas em forma de óleo.

Associar os famosos banhos turcos a rituais amorosos é uma das primeiras reações dos ocidentais ao imaginar as sofisticadas casas dos muçulmanos. O hamman, a cerimônia islâmica do banho, estimulava a imaginação dos europeus, ao descrever dezenas de belas mulheres se banhando e se embelezando em um ambiente ricamente ornamentado.

Mas o hamman supera essa carga erótica. É um preceito da fé islâmica lavar e perfumar o corpo para a oração. E os banhos em conjunto, demorados, são a melhor maneira de se purificar para a prece. O hamman serve, então, como meditação entre os pecados do corpo e a limpeza do espírito.

Na Europa, somente no século XVII houve a introdução das casas de saunas e banhos turcos.

3 - Idade Média - Proibição ao banho

Durante a Idade Média, os ocidentais abandonaram os sofisticados rituais de limpeza da Antiguidade e mergulharam numa profunda sujeira. A maneira de ver o banho mudou. As idéias religiosas foram levadas ao exagero e as saunas passaram a ser consideradas locais de pecado, porque as pessoas se viam nuas umas às outras.

Não é exagero afirmar que a Idade Média foi o período em que a cristandade varreu da Europa as termas e demais atividades em que as pessoas se expusessem demais. Com tantos pudores, o prazer de tomar banho de corpo inteiro passou a ser visto como um ato de luxúria. Lavar as mãos e o rosto bastava, às vezes nem isso. Quando muito, era aceitável tomar um banho por ano.

Os banhos foram totalmente proibidos, aumentando as doenças, em especial, a peste. Dizia-se que a água amolecia a alma. Dizia-se ainda, que o fato de a água quente dilatar os poros da pele facilitava a entrada de doenças no corpo. Desta forma, nesta época, a higiene basicamente resumia-se em vestir uma roupa limpa e usá-la até ficar suja, pois acreditava-se que a roupa funcionava como uma espécie de esponja absorvendo a sujeira. Sendo que muitas vezes a roupa sequer era lavada, apenas sacudida e carregada de perfume.

Os banhos eram escassos, quase inexistentes. Em famílias pobres, quando eles aconteciam, a água servia para banhar a família inteira em uma tina. Primeiro os homens, depois os filhos e por último as mulheres.

A Idade Média foi muito apropriadamente chamada de Idade das Trevas, protagonizando o total sepultamento dos hábitos de higiene. A Igreja, poder políticos e cultural absoluto, abominava os banhos, tratando-os como Orgias Pecaminosas.

Iniciou-se um período de imundice com conseqüências desastrosas para a Europa. Segundo os sanitaristas, as constantes epidemias que assolaram o Velho Mundo durante a Idade Média foram provenientes da total ausência de higiene por parte da população. As necessidades fisiológicas eram despejadas pelas janelas.

Esta alta de asseio pessoal, aliada às condições de vida insalubres, contribuíram sobremaneira para as grandes epidemias da Idade Média e, em especial, para a Peste Negra do século XIV.

Com os grandes surtos epidêmicos instala-se a convicção de que a água, por efeito da pressão e sobretudo do calor, abria os poros e tornava o corpo receptivo à entrada de todos os males.

Desde o século XV, os médicos condenavam a utilização dos balneários públicos e das estufas. Defendiam a teoria que, depois do banho, a carne e o hábito do corpo amolecem e os poros abrem-se, e assim, o vapor empestado pode entrar prontamente no corpo e provocar a morte súbita.

A ideologia cristã instaurou preconceitos e impôs uma nova moral e conseqüentes novos costumes. A Igreja temia pela sujidade das almas, pois os hábitos promíscuos eram uma porta aberta para o pecado. Havia assim, que se evitar os banhos públicos, locais propícios à devassidão e ao amolecimento dos costumes.

4 - Renascimento - Dos maus odores ao banho de civilização

No século XIII, frades dominicanos iniciaram as atividades farmacêuticas relativas à produção de essências, pomadas, bálsamos e outras preparações medicinais. Muitas dessas fórmulas, produzidas até os dias de hoje, foram estudadas durante a corte de Catarina de Médici, nobre florentina que mudou para a França em 1533 para se casar com o Rei Henrique II.

Os perfumes de Catarina de Médici eram feitos em Grasse, uma pequena cidade ao sul da França, localizada aos pés dos Alpes mediterrâneos. Grasse era então um centro da indústria de couro e, até aquele momento, não existia nenhum produto para limpar e perfumar o couro, especialmente o das delicadas luvas das senhoras. Desenvolveu-se, então, uma arte refinada, tarefa dos maîtres gantier perfumeurs, mestres perfumistas de luvas, que prosperaram em torno de Grasse.

Aos poucos, a era das águas perfumadas com flores foi cedendo espaço a composições à base de almíscar. A preocupação com a higiene e os cuidados com o corpo permanecia. Também se considerava importante o cultivo de jardins, capazes de repelir os odores pestilentos comuns na época.

Diz-se que Luis XIV, o Rei Sol, era muito sensível a odores, e tinha um perfume para cada dia da semana. Em sua corte, rosas e flores de laranjeira eram usadas para perfumar luvas, e os sabonetes de óleo de oliva faziam parte da higiene diária. As fragâncias apreciadas por Luis XIV eram produzidas no sul da França.

No Renascimento, a idéia de manter o corpo limpo foi abandonada e os banhos de água foram substituídos por banhos com fortes perfumes e essências, sendo Catarina de Médici, a grande responsável pela difusão do perfume na França.

A formentação da expansão marítima conduz os europeus ao descobrimento de novas terras, denominadas de Novo Mundo, e a realidade da Europa (O Velho Mundo) mostrava-se paradoxal aos costumes demonstrados pelos habitantes dos territórios localizados na atual América do Sul.

A chegada dos brancos impressionou aos índios, devido à aparência suja e grotesca dos europeus, chamados de mal cheirosos e porcos.

Observando os hábitos dos indignas, nativos das terras recém-descobertas, os europeus aprenderam diversos conhecimentos sobre limpeza e higiene, pois era comum e freqüentemente os naturais banharem-se em rios, lagos, lagoas e cachoeiras. De modo que os indígenas em muito contribuíram para o progresso nos costumes dos europeus, promovendo um verdadeiro banho de civilização.

5 - Corte da França - Banho de cheiro disfarçando a sujeira

A fundação da primeira boutique de perfumes em Paris impulsionou a produção e a comercialização de produtos aromáticos. A opulência, o esplendor, a extravagância e o refinamento surgiam nas famílias aristocratas e dominavam a corte européia.

A moda dos banhos estimulou a difusão dos perfumes por toda a Europa. A corte perfumada, fiel ao estilo Rococó, bem como toda a nobreza francesa, habitualmente se utilizavam de bálsamos e perfumes - nas roupas, nos corpos, e nos cabelos - para disfarçar a sujeira amenizar o mau cheio.

6 - Pasteur - Corpo limpo, corpo são

Louis Pasteur (1822 - 1895) foi um cientista francês que fez descobertas que tiveram grande importância tanto na área de química como na medicina.

O conceito de higiene surge apenas no século XIX, depois das descobertas de Pasteur e dos seus trabalhos sobre a importância da higiene na saúde. Assim, os hospitais e outros locais de contato com doenças passaram a ser limpos regularmente. Cabe frisar que as noções de assepsia por ele implantadas no âmbito da medicina foram fundamentais para que muitas vidas se salvassem.

Constante defensor da adoção de medidas profiláticas para evitar doenças contagiosas causadas por agentes externos, realizou uma obra científica notável, que não só abriu caminhos aos estudos sobre a origem da vida, como contribuiu de forma decisiva para a evolução da indústria. Sua contribuição foi essencial ainda na evolução da medicina preventiva, dos métodos cirúrgicos (com a prevenção das infecções), das técnicas de obstetrícia e dos hábitos de higiene.

Em Paris, criou o primeiro Instituto Pasteur (1888) que se tornou um dos mais importantes centros mundiais de pesquisa científica, com filiais em vários países, inclusive no Brasil (Rio de Janeiro).

7 - O banho vira moda: de sol, de lua, de gato, de loja e de cheiro. Dançando na chuva e cantando no chuveiro

Ao longo da História, o banho já foi considerado sagrado e profano, artigo de luxo e diversão das massas, receita de saúde e até causador de doenças e mortes. Este ritual, tal como o conhecemos hoje, é resultado de uma mescla dos costumes de diferentes povos ao longo dos tempos.

Atualmente, o banho é associado ao cuidado com a pele e ao bem-estar em todo o mundo. Além de deixar o corpo limpo e cheiroso, as composições dos sabonetes, sais e óleos são enriquecidos com essências que podem transmitir sensações diferentes como relaxamento ou vigor que, associados às diferentes temperaturas da água, têm seu efeito potencializado.

Ou seja: refrescar, seduzir, relaxar e estimular são apenas algumas das variadas finalidades dos mais diferentes tipos de banho, que propiciam vastos benefícios para o corpo e para a mente das pessoas.

Muitas são as delícias que esta experiência é capaz de proporcionar; são efeitos estimulantes, afrodisíacos e relaxantes, dentre outros. Com isso, o banho terminantemente virou moda: no chuveiro, em banheiras, e ofurôs. Banho de cheiro, de sol e de sais, de mar e de piscina; banho de cachoeira e banho de lua, banho de loja e banho de gato; dançando na chuva, cantando no chuveiro!

8 - Quem banha o corpo, lava a alma - banho dos orixás

Os rituais de diferentes tipos de banho também são práticas religiosas, uma vez que o ato de banhar-se foi e ainda é visto em muitas religiões como um rito de purificação do corpo e da alma. Tal fato é observável no espiritismo, por exemplo, pois acredita-se que quem banha o corpo, lava a alma, afastando as energias negativas e atraindo a positividade.

Os banhos de cunho litúrgico podem ter finalidades diversas, defesa, sacudimento, defumação, cura, regeneração, elevação espiritual, auxílio no desenvolvimento de novos médiuns.

A bênção e a proteção dos orixás abrem os caminhos através de sessões de descarrego, limpeza da aura, energização e purificação; com a utilização, inclusive, de utensílios tais como a pipoca, ervas e sal grosso, dentre outros.

No Brasil, país onde grande parte da população é praticante do sincretismo religioso, tais práticas afro-descendente são bastante usuais.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

95 anos de vida e voz Parabéns Jamelão

Talvez não tenhamos palavras para dizer, ou ao menos um gesto pra se fazer. Feito com perfeição pela Comissão de Frente nota 40 em 2007, uma homenagem ao genial João Bispo mais conhecido como Jamelão, interprete de sambas tristes muitos deles compostos pelo grande Lupicínio, intéprete de grandes carnavais da Mangueira.
Hoje o velho Jamelão está muito doente recebendo tratamento em casa, a festa na Mangueira é singela e grandiosa uma missa am Ação de Graças ao GRANDE PEDRA NOVENTA, presidente de honra da verde e rosa eterna Estação Primeira.

Parabéns grande MESTRE JAMELÃO

domingo, 11 de maio de 2008

Eleições quentes na Viradouro

E o bicho ta pegando nas eleições da vermelho e branco de Niterói. A disputa entre o atual presidente Marco Lira e a ex-rainha de bateria Luma de Oliveira está esquentando e parece que a situação de Luma fica difícil essa semana três declarações colocam o apoio a Lira como algo muito forte. A primeira declaração foi do Mestre Ciça que diz que sairá da escola se Luma vencer o argumento é que ela abandonou a escola em 2003 após perder o título de rainha da bateria. A segunda declaração veio da viúva do ex-presidente e patrono da escola José Carlos Monassa, a sua viúva Thalita Monassa declarou o apoio a Lira dizendo que não vê Luma desde o enterro de Monassa e que Luma sequer pediu seu apoio. E a derradeiro é do intérprete Nego detentor de cinco estandartes de ouro, o irmão do Neguinho já disse que saíra da escola se Luma ganhar e que "amigo ele não abandona".
Parece mesmo que a situação de Luma não está fácil, e realmente concordo com Ciça pois a Luma sumiu da Viradouro quando os flashes da escola deixaram de ser pra ela e passaram a ser para Juliana Paes.
As informações que eu usei são todas to site http://www.sidneyrezende.com/sec_carnavalesco.php

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Mangueira leva povo brasileiro em 2009/ Nênê fala dos 60

A Estação Primeira de Mangueira anunciou na noite desta quarta-feira o seu enredo para o Carnaval 2009. A escola levará para a Avenida 'Os brasis do Brasil', mostrando a formação do povo brasileiro.

O tema é inspirado no livro 'O povo brasileiro, a formação e o sentido do Brasil', de autoria do antropólogo Darcy Ribeiro.

Até que enfim vamos poder ver o que a Mangueira pode mostrar de verdade, se o enredo tiver a critica que Darcy Ribeiro colocava em seus escritos será um belo desfile....

Vamos esperar .

E em São Paulo a tradicional Nênê da Vila Matilde falará sobre os 60 anos da própria escola, será um enredo muito interessante já que é uma história muito rica e bonita no mundo do samba, uma velha-guarda guerreira, uma comunidade muito forte e a tradição do samba da Zona Leste serão alvo do vôo da Águia em 2009.

segunda-feira, 28 de abril de 2008

80 anos atrás nascia a Estação Primeira

Surgiu a partir de algumas pessoas que vieram do bloco dos Arengueiros que tinha as cores verde e rosa, foi Cartola quem escolheu essas cores e principalmente o rosa mais forte puxado as vezes prum quase grena uma clara alusão ao Fluminense seu time de coração. Ao lado de Carlos Cachaça e outros grandes, Cartola fundou a Estação Primeira de Mangueira que foi as primeira campeã em 1932 "temos os orgulho de ser os primeiro campeões". Com o passar do tempo grandes sambistas passaram pela Mangueira, Tia Zica (a primeira dama do samba), Tia Neuma (grande porta bandeira), Delegado (eterno mestre sala), Nelson Cavaquinha, Nelson Sargento, Walter Alfaiate, Heitor dos Prazeres, Duarte, Tantinho, Jurandir, Jamelão, e tantos outros como Alcione, Beth Carvalho que honram horaram o samba e as verde e rosa.
Desde os tempos do Buraco Quente até o Palácio do Samba a escola muodu muito, comercializou, perdeu algumas caracteristicas, mas nao perdeu o verde e rosa e a batida de surdo inconfundivel, hoje a presidente Chininha tem uma missão ganhar a comunidade que ficou frustrada pela não homenagem a Cartola em 2008, e também abatida pelo resultado que a própria presidente afirmou pensar que poderia ser pior.

Reage Mangueira volte-se para o samba novamente comercio não samba sim.

deixo a frase da presidente que retratou o carnaval 2008 Site SRZD-Carnavalesco - A décima colocação da Mangueira no Carnaval 2008 foi surpreendente?

Chininha - Não. Pensava até no pior. Não sei como não jogaram a Mangueira para o último lugar. Na Avenida, eu estava num ponto alto de tensão que nem vi nada. Passei, porque tinha que passar. Foi complicado e muito chato.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Valorizar a comunidade ou mais que obrigação?

“Agora é muito mais do que isso, é valorizar a comunidade vestindo 3000 componentes e com a maioria das alas comerciais compostas por nilopolitanos, é dando estrutura e cobrando dessas pessoas afinco e dedicação em troca do trabalho apresentado.As pessoas que são de fora e que desfilam na Beija Flor...”

Essa frase muita ouvida e falada pelos torcedores e diretores da Beija Flor para defender o seu presidente Anísio – bicheiro que foi preso pela PF ano passado mas está solto hoje. Frase tão usada para dizer que o carnaval de 2007 não foi comprado e que a escola tem samba no pé e valoriza a sua comunidade, porém podemos pensar algo que é o seguinte.É valorizar a comunidade dar 3000 fantasias para membros dela?
Sim é uma valorização mas gostaria de pensar algo além disso, vestir a comunidade que vive o dia-a-dia da escola, que está ali e não pode pagar o ingresso pra ir ao ensaio, que não pode sequer ver o desfile no sambódromo por causa dos altos preços dos ingressos e das óbvias condições de dificuldades que passam os moradores de comunidades carentes como a de Nilópolis.
Portanto esse tipo de atitude não é um mero valor ou um mérito de determinada escola de samba ou outra, é sim na verdade uma obrigação da escola. A escola tem obrigação de ser da comunidade de usar as “alas comerciais” pra comunidade, baratear ou até mesmo doar as fantasias pra comunidade, já que o sambódromo é para os turistas a escola deve continuar sendo da comunidade, ou vamos comentar sobre turistas e artistas que saem no carnaval para aparecerem na telinha do plim plim.
É muito triste hoje pensar que por causa disso a Beija Flor é um exemplo de escola que desfila com a comunidade, porém, o discurso dos diretores da escola não condiz com a realidade. Anísio veste 3000 componentes da comunidade mas com o dinheiro ilícito da máfia dos caça-níqueis e do jogo do bicho, e também com uma ligação estranha com o ex-presidente da LIESA o Capitão Guimarães – também bicheiro e ex-presidente da Vila Isabel. No carnaval de 2007 a Beija-Flor teve um orçamento de 7 milhões de reais exatamente 5 milhões a mais que o repasse público que deveria ser maior e também se a única fonte para o desfile (o que melhoraria e muito a qualidade do desfile já que com a mesma verba todas teriam as mesmas condições e assim poderiam vestir a comunidade e usar a criatividade e o samba no pé como diferencial).
Portanto os títulos da Beija-Flor nos últimos anos não se deve ao samba no pé da comunidade ( como deveria valer), deve-se ao alto investimento e da não divulgação da origem do dinheiro oriundo de “patrocínios” que a escola recebe, sendo essa não divulgação pelo menos de forma pública e bem detalhada um problema em todas as escolas de samba do grupo especial do Rio de Janeiro, e de São Paulo também.

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Curtas pra 2009

Seminário discute Carnaval no Rio de Janeiro.

Nesse fim de semana está havendo na Universidade Estácio de Sá no campus Praça XI um seminário que está discutindo o carnaval carioca e seu futuro. Hoje a discussão é sobre o carnaval no meio do ano que foi vetado pelo governador Sérgio Cabral.
Nesse momento 15:49 estão discutindo isso o Rei Momo do carnaval carioca, o carnavalesco da Grande Rio Cahê Rodrigues e a porta-bandeira Lucinha Nobre.
Se pode ouvir pelo site www.carnavalesco.com.br e terá discussões hoje , amanhã e sábado.


Unilever muda enredo da Beija-Flor

Com o provável patrocínio da Unilever a Beija-Flor poderá realizar o sonho do carnavalesco Alexandre Lousada. E a escola Nilopolitana poderá falar sobre o banho em 2009.


Teatro Municipal

A Vila Isabel poderá levar novamente o Teatro municipal pro desfile, em 1965 a Unidos de São Carlos (hoje Estácio de Sá) ele já foi levado a Sapucaí.

Virada Cultural

No dia 26 de abril haverá a Virada Cultural na cidade de São Paulo e o samba terá seu lugar, as 24 horas de samba serão no viaduto Santa Ifigênia – “Eugênia veja como ficou bonito o viaduto Santa Ifigênia” – Adoniran Barbosa.
Nesse dia podemos ver grandes bambas como Walter Alfaiate e Nelson Sargento e jovens como Reynaldo o Príncipe do Pagode.

sexta-feira, 14 de março de 2008

Samba perde o Louro

Antes de mais nada quero fazer uma errata - a Academicos do Cubango disputará o Grupo B ano que vem e não o Acesso A.

Na madrugada passada parou o coração ritimado do grande Mestre Louro um dos maiores detentores de estandartes de ouro do carnaval. Durante décadas Louro esteve a frente da bateria do Salgueiro escola que ele deixou em 2003, após passagem pela Caprichosos de Pilares o grande Mestre foi pra Porto da Pedra.
Louro estava internado lutando contra um cancer no estomago, é com muita tristeza que o samba recebeu essa notícia. O tradicionalista Louro foi um opositor a nova medida da LIESA que obriga as baterias a fazerem paradinhas perdendo suas características tradicionais. Os tamborins bem ritmados sempre foram marca da bateria do Mestre Louro e foi a grande marca da Porto da Pedra nesse ano.
Valeu Mestre Louro.

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Duas faces do carnaval 2009

Hoje vasculhando algumas notícias sobre o carnaval 2009 do Rio de Janeiro vi um contraste entre duas escolas. A primeira é a Beija-Flor grande escola atual bicampeã do carnaval carioca, do outro a Academicos do Cubango escola de Niterói que não foi muito bem no Acesso esse ano, apesar do belo samba que será colocado nesse blog ainda.
A Beija irá trazer uma homenagem ao Cirque du Soleil, um enredo claramente comercial que trará patrocínio e muita mídia pra escola. Mesmo com potencial de ser um enredo marcante não gosto deste tipo de enredo.
A Cubango que pra começar tem esse nome em homenagem ao Rio Cubango um dos mais importantes de Angola, irá reeditar o enredo de 1979 que deu o pentacampeonato para a escola em Niterói (a única escola de Niterói a vencer 5 seguidos) que é o "Afoxé". Afoxé um ritmo muito comum em terreiros, usado para devoção e agradecimento aos Orixás e aos ancestrais, algo marcante da cultura negra e também um ritmo muito comum no carnaval bahiano.
Vendo neste ponto de vista se nota que as escolas tem diferenças não apenas no caixa mas na visão de carnaval, não que a verde e branco de Niterói não queira subir e se consagrar, mas ela não parece perder as raízes e mantém a tradição de trazer temas importantes e questionamentos em relação a cultura negra. Em 2008 enquanto a Beija Flor fazia um daqueles enredos "visite tal estado" a Cubango homenageava Mercedes Batista a primeira bailarina negra do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, e que foi além criando academias de ballet pelo Rio usando elementos afros nos passos da dança sendo considerada a pioneira do ballet-afro no Brasil.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Carnaval 1988 Arranco do Engenho de Dentro

Sobre o carnaval de 1988 tenho muito a falar, apesar de não ter visto e ouvindo algumas histórias apenas digo que foi um dos mais belos já vistos pelo Rio de Janeiro, a bela disputa de dois dos melhores sambas já vistos também foi o marco da disputa.
Mas o tema dos 100 anos da Abolição foi o grande momento do Carnaval, foi um belo desfile e os sambas de Mangueira e Vila Isabel são recordados até hoje e geram discussões de qual foi o melhor. Na minha opinião de mangueirense o samba de 1988 da Mangueira é o melhor samba que a Mangueira ja fez, mas o Kizomba está entre os 3 sambas que mais admiro junto com Aquarela do Brasil de 1964 do Imperio Serrano e o belissimo samba da Uniáo da Ilha de 1978 o "Amanhã".
Mas vou falar de um samba que fugiu ao tema de 88 mas não deixou de falar do povo brasieliro em um período de redemocratização. A analogia do enredo "Pra ver a banda passar" com a música "A Banda" de Chico Buarque é excelente, a alusão do carnaval sendo a banda é muito bonita.
Eis o belo samba do Arranco.
Samba Enredo 1988 - Pra ver a banda passar...
GRES Arranco
Composição: Sylvio Paulo/ Juan Espanhol

PRA VER A BANDA PASSAR...


Tudo estava em seu lugar
Mas veio o Carnaval
O Arranco explode na avenida
Num sonho tropical ...
E o meu Brasil se alegrou
O seu povo afastou a miséria e a dor ...
As bandeiras tremulantes no ar
São as sindicais do amor ...
Tio Patinhas, “Tuti-Multi-Tio Sam”,
Não conta mais a “verde” exploração
O “faroleiro” perde o rumo de Brasília
E se filia a este imenso coração ...

Vai “bailarina", na ponta do pé ]
Tua guerra “soldadinho", é esperança e fé ]

Dançando no desejo mais ardente
O “velho fraco” se fez presidente
A bruxa da inflação queria
Aplausos que não merecia
E lá do céu
Estrelas vêm acompanhar (sempre a brilhar)
A lua cheia, nas baianas a rodar ...
Bate que bate, bate forte tamborim ...
Lá vai a banda semeando a mutação
Tudo são flores, a cidade é um jardim
A igualdade brota em cada folião!
Tudo tomou seu lugar
A magia acabou, quando a banda passou
A moça volta a ser triste ...
A rosa já se fechou ...

Vou pegar minha bandeira ]
Vem me acompanhar! ]
Que a ilusão é passageira]
Chega de sonhar! ]

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Leandro trará periferia em 2009

Acabei de ver uma mensagem deixada no orkut, a mensagem foi deixada pelo diretor de imprensa da Vermelho e Branco da Zona Leste. A escola de Itaquera trará a periferia pra avenida em 2009, porém em forma de Regina Casé em uma clara alusão ao programa Central da Periferia.
Com o título "Leandro de Itaquera faz a festa da periferia, salve, salve a nossa rainha Regina Casé" a agremiação que conquistou a volta pro Grupo Especial nesse ano, promete abrir o desfile de sábado de carnaval enaltecendo a periferia e elegendo Regina Casé como uma espécie de porta-voz das festas e do dia-a-dia da periferia, que mostrou no seu quadro Central da Periferia uma periferia diferente da que aparece nos noticiários, um lugar onde as pessoas são alegres, trabalhadores mas também convivem com as dificuldades que conhecemos.
Um tema muito interessante que veio a calhar com a comunidade de Itaquera e de todas as comunidades de São Paulo.
Vamos esperar pra ver o que vai dar...

sábado, 23 de fevereiro de 2008

Bela Vista ja se prepara pra 14ª estrela

Nesta semana a Alvi-Negra do Bexiga definiu os rumos para o Carnaval 2009. A grande vencedora do Carnaval 2008 já fechou seu enredo e tranquilizou a comunidade dizendo que Chico Spinoza continua no Vai-Vai mesmo com a ida aos Estados Unidos para ajudar na cenografia de um filme.
O enredo para 2009 tem como título "Mente sã corpo são" e a sinopse ainda não foi lançada. O enredo foi lançado num evento de uma academia e provavelmente terá patrocínio de academias o que incomoda aqueles que amam o carnaval, pois hoje os patrocinadores definem o enredo. Se bem que esse tema pode ser muito bem explorado jogando pro lado da educação e mostrando como o culto ao corpo e o desespero em ter um corpo bonito pode ser algo que destrói a saúde da mente e do próprio corpo.
Ainda falando sobre o enredo, acredito que seja um tanto quanto simples de ser explorado e de fácil entendimento na leitura da sinopse, o que pode trazer bons sambas nas eliminatórias, entretanto pode fazer um desfile cansativo com alas parecidas o que lembraria o trio chato da Portela de 2007, enredo vendido, samba fraco, desfile cansativo e tecnicamente ruim.
A esperança daqueles que gostam do bom samba e por isso, apreciam e respeitam o Vai-Vai é que isso não aconteça, assim como esperam que 2009 seja o início de uma nova era pro Vai-Vai onde ele continue no Bexiga e pare de ser perseguido. A perseguição ao sambista já passou.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Veio o Progesso fez do bairro uma cidade

Ja dizia Geraldo Filme, o progresso da cidade e o samba também foi foco da atenção de Adoniran Barbosa. Na região do Sumaré isso é quase uma constante a recente vítima é na verdade uma vítima antiga. A Tom Maior quinta colocada do carnaval paulistano acaba de anúnciar que perdeu seu barracão, isso mesmo perdeu o barracão, sabe pra quem? uma empresa construtora que fará edifícios comerciais ali, é a tal da especulação imobiliaria. Isso é muito triste a própria Tom Maior tem um samba que diz "nascida no Sumaré com problemas levada para o Campo Limpo" fato que ocorreu nos primeiros anos da escola e pra quem conhece São Paulo sabe da distância que tem o Campo Limpo - zona sul próximo ao Capão Redondo- do Sumaré - região próxima a USP.
Enfim a noticia foi colocada no sasp.com.bre me trouxe uma revolta muito grande, há um questionamento no site que eu gostaria de fazer aqui. Quando o governo de São Paulo vai entender suas escolas de samba como parte da cultura de São Paulo que teve recorde de turistas estrangeiros nesse carnaval, recebeu cerca de 40 mil, 23 mil a mais que em 2007, e as escolas continuam sendo perseguidas. O Vai-Vai depois de 78 anos pode deixar o Bexiga, pode deixar a região onde o cordão nasceu, onde os negros exerciam resistencia. A Pérola Negra sofre com a vizinhaça intolerante também, detalhe a Perola é da Vila Madalena que é uma região boemia de São Paulo assim como o Bexiga, mas fazer o que, são bairros de classe média e quem quer a negrada lá? a reclamação do barulho não procede é racismo puro.
Tenho dito.
Força Tom Maior.

sábado, 16 de fevereiro de 2008

Carnaval 2009

Logo após o final do desfile das campeãs do carnaval 2008 o que decretou o fim do carnaval 2008 algumas escolas já se preparam pra 2009. Em menos de uma semana a Mancha Verde já lançou seu tema para o carnaval 2009 e disponibilizou em seu site, o que o torna oficial. Após falar do grande Ariano Suassuna (um nordestino pernambucano que retratou o Nordeste como poucos)a escola alvi-verde volta a falar do Nordeste e de Pernambuco, o tema para 2009 será "Pernambuco: uma nação cultural" vai ter frevo e maracatu na avenida. Pernambuco já foi tema da Unidos de São Lucas em 2001, a escola abriu o desfile de sábado do Grupo Especial com um belo desfile que retratou a história e a economia do estado de Pernambuco, mas a Mancha provavelmente vai falar da cultura do Estado "em Pernambuco o frevo tem magia" (Samuel Bussunda /LeandroRP - União Altaneira 2008).
Lá pros lados da Zona Leste a Academicos do Tatuapé novamente se adianta, pra 2008 foi a primeira escola a definir seu samba o que não ajudou muito a escola quase caiu pro Grupo 1 e para 2009 ela define seu enredo com o tema "Tatuapé somos nós!" provavelmente mais um enredo falando do próprio bairro, mas ainda nao saiu a sinopse o que abre vários pensamentos sobre a frase "somos nós!" mas estamos esperando a Academicos que participará de um Acesso fortíssimo com Aguia, Camisa, Imperador, Barroca, Dragões, Combinados e Morro da Casa Verde. Vamos ver como será construido o enredo da Tatuapé.
No Rio de Janeiro o vento sopra forte em Nilópolis, e a Beija-Flor já prepara para navegar pra tentar o tri, e por isso, há rumores da Beija deixar de lado um pouco as suas tradições e falar sobre um tema que exige uma criatividade quase que tijucana, o tema que agrada um dos carnavalescos Alexandre Lousada é o banho, e as sensações que o banho causa nas pessoas. Seria interessante ver isso, ao ver comentários sobre o enredo na comunidade da escola no orkut, eu vi uma frase de um torcedor da Beija que me deixou extremamente feliz “eu prefiro fazer um desfile criativo, alegre e diferente do que ganhar o carnaval” isso me pensar que o carnaval ainda pode ter salvação.
Bom quando saírem mais novidade sobre o carnaval 2009 eu colocarei aki sempre em Esquentando o couro do gato.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Uma paixao segue a outra

Assim como o futebol, o carnaval segue um caminho cada vez mais mercadológico e profissionalizante, o que está cada vez mais presente e torna o samba uma árvore sem raízes como já dizia o Candeia há muito tempo.
Hoje olhando os sites sobre as escolas de samba de São Paulo ou do Rio de Janeiro vejo entre as inúmeras histórias sobre julgadores (o que é natural no carnaval) vejo que as notícias são muito parecidas com o futebol no fim da temporada. O mercado esta aberto carnavalescos, intépretes, mestres-sala, portas-bandeira, coreógrafos e coreógrafas, mestres de bateria... um troca-troca de escolas por dinheiro.
Isso me deixa triste demais, de ver quem canta o samba, quem carrega o pavilhão trocando de escola assim sem mais nem menos, simplesmente por grana. Algumas trocas existiam nos outros anos mas eram por afinidades ou porque tal sambista precisou se mudar de um bairro pro outro e sabe como é o sistema de condução, então o sambista ficava numa escola mais próxima. Mas hoje isso acabou quem manda é o vil metal "o sambista é trocado pelo vil metal" (Tradição Albertinense 2007).
Ao presenciar essa situação eu apenas lamento e torço pra um dia voltarmos a ver mestres de bateria como o Mestre Tadeu com 30 anos de Vai-Vai, ver intépretes como Neguinho da Beija-Flor 30 anos de Beija, como Ernesto Teixeira 28 anos de Gaviões, como o casal que se tornou soberano nos Gaviões Ildely e Michel. Isso hoje é muito raro na verdade quase inexistente, o que era apenas com o carnavalesco que normalmente era um profissional alheio a comunidade se tornou algo normal e rotineiro no carnaval de hoje. É só verificar as noticias de um site especializado (carnavalesco.com.br) "Lucinha Nobre deixa a Tijuca" "Gilsinho renova com a Portela" "Cahe troca Portela por Grande Rio" entre outras, me faz lembrar coisas como "Jovem jogador do Corinthians na mira do futebol europeu" ou "Breno recebe proposta tentadora e pode deixar o São Paulo". O carnaval esta se futebolizando no mal sentido.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Olá meu caro amigo

Obrigado por presenciar essa primeira postagem desse blog singelo e simples porém com muita história e saudosismo, como aqueles sambas bonitos do passado.


Inicio as postagens dedizen que esse blog pretende ser algo de duas vias onde eu escrevo minhas impressões e vocês comentam e assim iniciamos uma discussão bonita sobre assuntos tão falados, maltratados e visados pelo mercado, que são o samba, o carnaval, e elementos de nossa cultura presente em nosso dia a dia.


Portanto dedico esse blog com muito carinho a você que está lendo e àqueles que se foram e fizeram muito pelo samba, pelo folclore, pela cultura popular, não os citarei para nao cometer injustiças mas pretendo honrar a luta deles e, por isso, peço um Axé pra que eu não escreva muitas besteiras e consiga fazer desse blog um grão de areia na praia daqueles que lutam em pról da cultura popular